Introdução
A política comercial e externa adotada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, tem refletido algumas consequências práticas na economia brasileira. Em abril, a prévia da inflação brasileira superou as expectativas de analistas e fechou em 0,89%, puxada pelo preço dos alimentos e dos transportes.
Efeitos da política de Trump
A estratégia protecionista adotada pelos Estados Unidos não representa uma ofensiva direta ao Brasil, apenas visa os próprios interesses do país, como explica Daniel Vargas, professor de Direito e Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, os efeitos da atuação da Casa Branca ajudam a revelar como o contexto macroeconômico, a infraestrutura deficiente e os juros altos tornam o Brasil altamente vulnerável a crises externas.
Impacto nas exportações
A aplicação de uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de abril, além de estabelecer barreiras de 25% a 50% contra setores estratégicos, como aço, alumínio e autopeças, afetou diretamente os principais itens exportados pelo Brasil.
Consequências para a economia brasileira
A forte dependência do transporte rodoviário faz com que o encarecimento dos combustíveis se traduza em inflação nos preços ao consumidor. Além disso, a inflação mais alta leva a um aumento das taxas de juros no país, o que reforça a expectativa de Selic acima de 13% ao fim do ano.
Desindustrialização e dependência de um parceiro
O Brasil se coloca em risco ao concentrar suas exportações para um único destino, como a China. A subserviência ideológica Sul-Sul acaba criando uma espécie de cegueira ou inabilidade para garantir que essa relação gere sofisticação da própria economia.
Fonte: Gazeta Economia


