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Alexandre Garcia
Por Aline Rechmann
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Por Vinicius Macia
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06/05/2026 às 13:08
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. A informação foi divulgada primeiro pelo jornal O Globo e confirmada pela Gazeta do Povo.
Segundo a apuração, a iniciativa faz parte das tratativas para formalizar a colaboração do empresário, que já havia assinado um termo de confidencialidade — etapa preliminar para a negociação do acordo.
A proposta prevê um modelo de delação conjunta entre PF e PGR, considerado incomum em investigações desse porte. A ideia é dar maior segurança jurídica ao acordo e evitar disputas entre os dois órgãos sobre a condução do processo.
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Nos bastidores, a expectativa é que a colaboração inclua informações relevantes sobre o esquema investigado, com potencial de atingir agentes públicos e políticos. A delação, no entanto, ainda depende de alinhamento entre as instituições envolvidas e posterior homologação pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro é investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master, incluindo emissão de títulos irregulares, manipulação de mercado e organização criminosa.
Em um dos celulares apreendidos, os investigadores encontraram uma rede de contatos de alto escalão que incluia, entre outros, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.
A formalização do acordo ainda está em negociação, e a entrega efetiva da delação deve ocorrer após a definição dos termos entre defesa, autoridades e o Supremo.
A concessão do benefício a apontados como líderes de organizações criminosas é incomum, mas de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a delação "para os lados" não é vedada pela legislação.
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Fonte: Gazeta Política


