Contexto da decisão
A decisão do governo dos EUA de designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) repercutiu na imprensa internacional.
O jornal The New York Times relacionou a designação à viagem do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro aos EUA e aos meses de pressão exercida também por Eduardo Bolsonaro.
Repercussão na imprensa internacional
O jornal britânico Financial Times destacou que a medida surge em meio a uma corrida eleitoral no Brasil, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para a campanha de reeleição.
A publicação destaca que o governo do petista resistiu à medida adotada pela Casa Branca, argumentando que os grupos não perseguem objetivos ideológicos e que a designação poderia levar a uma intervenção militar dos EUA no Brasil.
Consequências da designação
A designação nessa lista visa restringir as redes de financiamento desses grupos criminosos, limitar sua mobilidade internacional e aumentar a pressão sobre suas estruturas operacionais no âmbito da luta contra o narcotráfico e a violência organizada.
Segundo o Financial Times, embora Washington já estivesse considerando a medida há pelo menos um ano, o momento escolhido representará um impulso para o senador Flávio Bolsonaro, conhecido por sua postura linha-dura em relação à lei e à ordem.
A Associated Press (AP) destacou em sua repercussão da decisão que a segurança pública provavelmente será um tema polêmico nas eleições presidenciais brasileiras, quando o senador Flávio Bolsonaro poderá enfrentar Lula.
Um funcionário do governo brasileiro falou sob condição de anonimato com a agência que não houve aviso prévio da administração Trump de que a medida seria tomada nesta quinta-feira.
O Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) contam com dezenas de milhares de membros entre integrantes diretos e redes de apoio, segundo estimativas de autoridades e especialistas em segurança.
Fonte: Gazeta Mundo


