Introdução ao Movimento
Um grupo de ativistas do interior paulista decidiu criar uma estrutura permanente, descentralizada e com ambição nacional, definida como o contraponto ao que a esquerda construiu em décadas. A Confederação 9 de julho, fundada em março de 2025, é um movimento que visa unir clubes de tiro, institutos da escola austríaca e intelectuais da direita em torno de uma pauta mais ampla: menos Estado, liberdade econômica, descentralização do poder e direito irrestrito à legítima defesa.
Origem e Inspiração
O nome do movimento é uma referência à Revolução Constitucionalista de 1932, quando o estado de São Paulo se levantou sozinho contra as tropas de Getúlio Vargas em defesa de uma constituição. A inspiração vem da Argentina, mais especificamente do Foro Alberdiano Internacional, ligado ao La Libertad Avanza, partido de Javier Milei que venceu as eleições argentinas em 2023.
Pauta e Estrutura
A Confederação 9 de julho defende a ideia de que uma população armada é a única garantia real contra governantes que tentem suprimir liberdades. Além disso, o movimento aposta em uma estrutura confederada, com associações regionais que elegem seus próprios conselhos e contribuem com mensalidades iguais para manter a estrutura central. O objetivo é formar politicamente as bases a partir de uma doutrina que conecte liberdade individual, descentralização fiscal e direito às armas como partes de um mesmo projeto.
Plano de Ação
Para 2026, o movimento não pretende lançar candidatos próprios nem dar apoio institucional a partidos. A estratégia eleitoral é de longo prazo, com o objetivo de identificar candidatos em todos os níveis que defendam a pauta da Confederação 9 de julho, elegê-los e tratá-los como ‘funcionários’ – mandatários que responderiam à base e não a partidos. O modelo que inspira essa estratégia é o de Antonio Gramsci, o teórico marxista que defendeu a conquista da hegemonia cultural como caminho para a transformação política.
Fonte: Gazeta Brasil


