Intenção do Chile
O Chile, segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul, busca reforçar a complementariedade produtiva entre as duas nações para reduzir a dependência das exportações de commodities minerais e agropecuárias destinadas ao Hemisfério Norte.
A estratégia inclui o esforço de alcançar o interior do Brasil e regiões mais distantes, como o Nordeste, além de introduzir novos produtos, como o pisco, destilado produzido a partir da uva.
Produtos chilenos no mercado brasileiro
As cerejas chilenas também estão entre as apostas. Devido à proximidade geográfica entre os dois países, as frutas conseguem chegar frescas ao mercado brasileiro em poucos dias.
O Brasil é o principal destino das exportações chilenas na América Latina. No ranking global, aparece atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.
Entre janeiro e abril de 2026, as vendas chilenas ao mercado brasileiro alcançaram US$ 897 milhões, o equivalente a 4,72% do total exportado pelo país, segundo dados do ProChile.
Diversificação de exportações
Salmão e truta lideram o ranking, com US$ 359 milhões embarcados — 40% do total — e crescimento de 3,6% nos quatro primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2025.
Na sequência aparecem os vinhos, que registraram US$ 64 milhões em vendas ao Brasil no período, alta de 17,6%.
Com crescimento anual próximo de 10% nas exportações gerais de alimentos, o foco do governo chileno passou a ser a diversificação.
Segundo Hugo Corales, diretor comercial do ProChile, a ideia é aproveitar o crescimento do turismo e a expansão do varejo regional para ampliar a distribuição dos produtos chilenos no Brasil.
Desafios e oportunidades
O desafio é comercial e de promoção. Nosso objetivo é promover uma oferta mais premium e atingir outros estados do país, além de Rio e São Paulo, fazendo a conectividade com redes de supermercados regionais.
A meta é inserir queijos artesanais, azeites e destilados nas redes hoteleiras e supermercadistas do Nordeste, aproveitando a ascensão de uma classe média mais disposta a consumir produtos de gastronomia refinada.
Fonte: Gazeta Economia


