Detenção em águas internacionais
O brasileiro Thiago Ávila, ativista radical pró-palestina, foi detido por Israel e levado para o território israelense quando integrava uma flotilha rumo a Gaza.
A flotilha, que contava com 58 barcos, tinha como objetivo declarado levar “ajuda humanitária” a Gaza. No entanto, foi interceptada pela Marinha israelense ainda em águas internacionais, nas proximidades da Grécia.
Abordagem e detenção
Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek foram conduzidos para serem interrogados pelas autoridades policiais israelenses. Vinte e dois barcos foram abordados e inutilizados, e cerca de 175 ativistas foram detidos em um navio militar israelense e liberados na ilha grega de Creta.
Ávila e Abukeshek foram os únicos a não receberem a liberação imediata. Horas depois, doze ativistas pró-palestinos que seguiam na flotilha e estavam à deriva no Mediterrâneo foram resgatados pela ONG Open Arms.
Reações internacionais
O governo do Brasil classificou o caso como “sequestro” e criticou a atuação de Israel. Em nota, o governo brasileiro, junto com o governo da Espanha, condenou a detenção de Ávila e Abukeshek, afirmando que ambos estavam em embarcações da flotilha Global Sumud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia.
Ávila já havia participado de iniciativas semelhantes rumo a Gaza ao lado da ativista Greta Thunberg. Desta vez, Greta não se juntou à flotilha.
Fonte: Gazeta Mundo


