EconomiaBancos criticam novo Desenrola e veem risco de aumento do endividamento

Bancos criticam novo Desenrola e veem risco de aumento do endividamento

Resistência do setor bancário

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, criticou a nova edição do programa Desenrola, projetado pelo governo federal para lidar com o fracasso da primeira versão da iniciativa para renegociação de dívidas. De acordo com Sidney, o setor bancário tem demonstrado resistência por considerar o programa genérico e potencialmente estimulador de novas dívidas.

“Há uma resistência da indústria bancária como um todo. Repactuar de forma genérica dívidas que não têm atraso é estimular a inadimplência e fazer com que haja impactos relevantes na racionalidade econômica daquela operação”, afirmou, em entrevista ao portal UOL.

Primeira versão do Desenrola

Em sua primeira versão, o Desenrola centralizou as negociações em um portal próprio, mediando a repactuação das dívidas. O resultado atingiu 15 milhões de pessoas, em renegociações que somaram R$ 53,5 bilhões. No entanto, os estudos subsequentes mostraram que o endividamento das famílias brasileiras com o setor bancário atingiu seu maior nível na série histórica, 49,9%, de acordo com o Banco Central (BC).

Criticas ao programa

Para o presidente da Febraban, o problema do Desenrola é não buscar as causas estruturais do endividamento, focando apenas na solução final de parcelamento. Além disso, Sidney criticou a tentativa do governo de homogeneizar o tratamento do endividamento, afirmando que “deveria caber a cada instituição financeira analisar a situação concreta do cliente”, uma vez que “é o banco que conhece a jornada de relacionamento e a capacidade de pagamento”.

Fonte: Gazeta Economia

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