Introdução
A eleição presidencial de 2026 marca a consolidação do liberalismo econômico como idioma comum da direita brasileira. Em maior ou menor grau, os principais presidenciáveis do campo conservador passaram a defender responsabilidade fiscal, ambiente pró-mercado, redução da intervenção estatal e maior protagonismo da iniciativa privada.
Visões Distintas de País
Embora os programas ainda estejam em formulação, as diretrizes já antecipadas revelam visões distintas de país. Enquanto alguns defendem privatizações amplas e Estado mínimo, outros preservam espaço para estatais estratégicas, política industrial, nacionalismo econômico e planejamento estatal em setores considerados sensíveis.
Direita Liberal e Nacional-Desenvolvimentista
A direita brasileira abriga correntes distintas — e muitas vezes contraditórias — sobre o papel do Estado, a política industrial, os subsídios públicos, as estatais e a própria relação entre mercado e poder político. Rodrigo Marinho, diretor-executivo do Instituto Livre Mercado, afirma que “são muitas direitas brasileiras. É difícil falar de uma direita só”.
Propostas dos Presidenciáveis
Os principais presidenciáveis da direita apresentam propostas econômicas distintas. Flávio Bolsonaro defende um liberalismo pragmático e ajuste fiscal sem ruptura, enquanto Romeu Zema representa a vertente mais claramente liberal da disputa presidencial, defendendo privatizações amplas e redução estrutural da presença estatal na economia.
Ronaldo Caiado tenta ocupar um espaço mais pragmático dentro da direita, combinando responsabilidade fiscal, autoridade administrativa e fortalecimento do setor produtivo. Renan Santos apresenta uma proposta economicamente mais heterodoxa, misturando liberalismo fiscal, flexibilização econômica e nacionalismo tecnológico e industrial.
As propostas dos presidenciáveis refletem as divisões históricas dentro da direita brasileira e demonstram que, apesar do consenso em torno do liberalismo econômico, ainda existem muitas direitas no Brasil.
Fonte: Gazeta Economia


