Protestos e bloqueios
Apoiadores do ex-presidente socialista Evo Morales decidiram bloquear o aeroporto de Chimoré, localizado no departamento de Cochabamba, para tentar impedir uma eventual operação de prisão contra o ex-mandatário, que enfrenta processos judiciais e três ordens de detenção na Bolívia.
Os chamados “evistas” passaram a se juntar a uma onda de protestos que já vinha abalando a Bolívia e ampliaram bloqueios de estradas em diferentes regiões do país. Os atos já provocam desabastecimento de alimentos, combustíveis, medicamentos e oxigênio hospitalar, principalmente em La Paz e na cidade vizinha de El Alto, segundo autoridades bolivianas.
Conflitos e operação de segurança
Segundo o jornal boliviano El Deber, os “evistas” espalharam pedras, galhos e outros objetos na pista do aeroporto de Chimoré para impedir pousos e decolagens e dificultar uma eventual chegada de forças de segurança ao local.
Um dos líderes dos atos, Teófilo Sánchez, afirmou que os manifestantes decidiram defender Morales “mesmo que custem vidas”.
O governo Paz lançou a operação “Corredor humanitário”, com cerca de 2.500 policiais e 1.000 militares do Exército, para tentar reduzir o impacto dos bloqueios e liberar estradas.
Reações internacionais
Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru divulgaram uma declaração conjunta manifestando preocupação com a situação humanitária na Bolívia e condenando ações voltadas a “desestabilizar a ordem democrática”.
O governo boliviano acusa Evo Morales de liderar um plano para provocar uma ruptura institucional por meio dos bloqueios e protestos.
Fonte: Gazeta Mundo


