Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento de produtos da marca Ypê por risco de contaminação. A medida vale para lotes de lava-louças (detergentes), sabão líquido e desinfetantes.
Motivo do recolhimento
A agência afirma ter detectado “falhas graves” na produção, mas a Ypê alega que a decisão é “arbitrária”, diz possuir laudos que garantem a segurança dos produtos e informa que irá recorrer da decisão.
Produtos afetados
Os itens afetados são fabricados pela Química Amparo, em Amparo (SP). A Anvisa suspendeu a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso desses produtos da Ypê.
Segundo a órgão, a decisão foi tomada com base em avaliação técnica de risco sanitário. Durante a inspeção, a Anvisa constatou “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”. Entre eles, foram apontadas “falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”.
Recomendação para os consumidores
Consumidores que tenham em casa produtos dos lotes especificados devem suspender o uso imediatamente. A Anvisa recomenda entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para obter informações sobre o procedimento de recolhimento.
Os produtos afetados incluem lava-louças, sabão líquido e desinfetantes, com lotes que terminam com o número 1.
Reações da Ypê
A Ypê manifestou “indignação com a decisão” e afirmou que a medida é “arbitrária e desproporcional”. A empresa sustenta possuir laudos de análises independentes que comprovam que os produtos são “totalmente seguros e adequados para consumo”.
Outros recolhimentos
Essa não é a primeira vez que a Ypê tem produtos recolhidos pela Anvisa. Em novembro, a agência determinou o recolhimento de lava-roupas líquido da empresa por risco de contaminação.
Em maio de 2024, a Anvisa também suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso de determinados lotes de detergente (lava-louças) da Ypê sob risco de contaminação biológica.
Fonte: Gazeta Economia


