EconomiaAlimentos ficam mais caros em abril e levam inflação a 0,67%

Alimentos ficam mais caros em abril e levam inflação a 0,67%

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Por Guilherme Grandi

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12/05/2026 às 09:43

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A disparada no preço dos alimentos voltou a pressionar o bolso do brasileiro em abril e levou a inflação oficial do país para 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter desacelerado em relação aos 0,88% registrados em março, a inflação acumula alta de 2,60% no ano e de 4,39% nos últimos 12 meses.

O grupo de alimentos e bebidas foi o principal responsável pelo avanço da inflação no mês, com alta de 1,34% principalmente no consumo dentro de casa, em que houve um avanço de 1,64%. As maiores altas foram registradas na cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%).

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

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Mesmo com algumas quedas pontuais, como café moído (-2,30%) e frango em pedaços (-2,14%), o consumidor continuou sentindo o impacto no supermercado. Fora de casa, a alimentação também subiu 0,59%, puxada principalmente pelos lanches e refeições.

“Em 2025 ainda havia o efeito das altas do café e do tomate. Já desde julho de 2025 o café vem registrando queda nos resultados mensais”, completou Gonçalves.

O transporte dos alimentos também foi diretamente atingido pelo aumento dos combustíveis por causa da guerra no Oriente Médio, o que afetou diretamente no índice, com uma alta de 1,86% na gasolina em abril – o avanço ficou abaixo dos 4,59% de março. Já o óleo diesel avançou 4,46%, o etanol teve alta de 0,62% e o gás veicular foi a exceção, com queda de 1,24%.

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Demais produtos pesam no bolso dos brasileiros

Além dos alimentos e combustíveis, os demais produtos que fazem parte da cesta de consumo dos brasileiros também apresentaram altas significativas. Os de saúde e cuidados pessoais, por exemplo, subiram 1,16% puxados pelo aumento dos medicamentos após a autorização de reajuste de até 3,81% nos preços a partir de abril. Os produtos farmacêuticos subiram 1,77%, enquanto os artigos de higiene pessoal avançaram 1,57%, com destaque para os perfumes.

O grupo habitação também ajudou a pressionar a inflação, com alta de 0,63% puxada pelo gás de botijão e pela energia elétrica (0,72%). E, nos transportes, houve desaceleração de 0,06% com a queda de 14,45% nas passagens aéreas e à redução de tarifas em ônibus urbanos e metrôs em algumas capitais.

Veja, abaixo, o balanço completo do IPCA de abril segundo o IBGE:

Índice geral: 0,67%;

Alimentação e bebidas: 1,34%;

Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;

Artigos de residência: 0,65%;

Habitação: 0,63%;

Comunicação: 0,57%;

Vestuário: 0,52%;

Despesas pessoais: 0,35%;

Transportes: 0,06%;

Educação: 0,06%.

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Fonte: Gazeta Economia

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