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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Sílvio Ribas
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Brasília
Brasília
23/05/2026 às 19:47
23/05/2026 às 19:47
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou vender neste sábado (23), no Rio de Janeiro, a imagem de adversário do crime organizado e das facções criminosas ao endurecer o seu discurso sobre segurança pública – um dos principais temas da campanha presidencial de 2026.
Durante agenda oficial no estado, Lula fez uma fala dirigida a Ricardo Coutro, governador em exercício, pedindo a ele que “trabalhe para prender todos os ladrões” responsáveis pela degradação política e institucional fluminense nas últimas décadas.
"Ninguém está esperando que você faça um viaduto, uma ponte, uma praia artificial. Ninguém. Sabe o que as pessoas esperam de você? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram este estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada", disse Lula, que também afirmou: "Não é possível este estado poderoso e bonito ser governado por miliciano".
A declaração ocorre no momento de percepção dos eleitores de avanço da criminalidade, um dos temas mais incômodos para a gestão petista. Contra a postura mais dura da direita contra a violência urbana, Lula intensificou gestos e declarações de enfrentamento ao crime.
Sem citar nomes, o presidente associou o histórico recente da política fluminense à infiltração de quadrilhas em estruturas do poder público. Ele relembrou a série de crises com ex-governadores presos, afastados ou investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e ligação com esquemas criminosos, incluindo seus aliados em outros mandatos.
Lula tenta associar governo interino do RJ a uma agenda de combate ao crime
O contexto político da presença de Lula no Rio de Janeiro também ajudou a amplificar o peso estratégico do seu discurso. O desembargador Ricardo Couto assumiu o governo em meio a uma crise institucional e jurídica conduzida diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula elogiou as decisoes da Corte que tiraram aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL) do comando do estado. Os julgamentos relacionados ao afastamento e às restrições impostas a integrantes da gestão anterior, aliada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), maior rival de Lula nas eleições, favoreceram a reorganização do poder estadual.
Ao fazer o apelo ao governador, Lula procurou associar o momento político do estado a uma agenda de combate à corrupção e às facções criminosas. O gesto também visa desconstruir críticas da oposição, segundo as quais ele é leniente com a criminalidade e tem dificuldade em enfrentar organizações criminosas de atuação nacional.
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Fonte: Gazeta Política


