Introdução
Vinte anos após os ataques da facção criminosa PCC em São Paulo, uma pesquisa do Datafolha revelou que 41% dos brasileiros notam a presença de crime organizado em seus bairros.
Medo da violência
O medo da violência é quase universal, com 96,2% dos entrevistados declarando ter medo de pelo menos uma situação de violência. Os crimes patrimoniais e de estelionato digital são as principais preocupações, com 83,2% dos entrevistados temendo ser vítimas de golpes e perder dinheiro pela internet ou pelo celular.
Além disso, 82,3% dos entrevistados temem ser assaltados à mão armada, 80,7% temem morrer durante um assalto, 78,8% temem ter o celular roubado ou furtado e 78,6% temem ser assaltados na rua.
Ataques do PCC
Em 12 de maio de 2006, detentos das casas de custódia de Avaré e Iaras, no interior de São Paulo, rebelaram-se, iniciando uma onda de ataques que matou mais de 560 pessoas, incluindo 60 policiais.
Os ataques foram controlados após um encontro entre o líder do crime, Marcola, e uma advogada do então governador Claudio Lembo. Em resposta, a administração estadual promoveu medidas como a criação de uma polícia penal e a ampliação de vagas no sistema prisional.
Consequências
Apesar da aparente tranquilidade no sistema prisional, um crime em 2024 mostrou a audácia da facção, quando o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, ligado ao PCC, foi morto em uma execução pública no aeroporto internacional de São Paulo.
A pesquisa do Datafolha foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e ouviu mais de 2.000 pessoas em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Fonte: Gazeta Brasil


