Países condenam ação de Israel
Nove países, além do Brasil e da Espanha, condenaram a interceptação de uma flotilha humanitária por Israel em águas internacionais. A ação foi classificada como “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais” e violação do Direito Internacional.
Os países que aderiram à condenação são Turquia, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia. Eles afirmam que a interceptação de embarcações com ajuda humanitária em águas internacionais representa violação do direito internacional e do direito humanitário.
Interceptação da flotilha
A interceptação da flotilha com destino a Gaza ocorreu na quinta-feira (30), nas proximidades da costa da Grécia, em águas internacionais. A Marinha israelense interceptou 22 embarcações e deteve 175 ativistas.
De acordo com os organizadores da Global Sumud Flotilla, cerca de 34 pessoas precisaram de atendimento médico após desembarcar em Creta. Eles também afirmam que 36 barcos conseguiram seguir viagem em direção a Gaza.
Detenção de ativistas
Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila, ativista radical pró-palestina, e Saif Abukeshek, de origem palestina e cidadania espanhola. A Global Sumud Flotilla divulgou que o objetivo da ação era transportar medicamentos, alimentos e agasalhos para Gaza.
As autoridades israelenses conduziram os dois ativistas para interrogatório e, depois, para o centro de detenção de Shikma, em Ashkelon. Antes, eles haviam chegado ao porto de Ashdod sob custódia militar.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou Abukeshek de liderar a Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA), organização sem fins lucrativos acusada pelos EUA e Israel de ter ligações com o Hamas. Thiago Ávila foi acusado de atividade ilegal.
Os dois ativistas “terão direito a uma visita de representantes consulares dos respectivos países”, declarou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Fonte: Gazeta Mundo


