Zema e o Confronto com o STF
O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) utilizou a cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, para intensificar o confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e dirigir uma pergunta direta ao ministro Gilmar Mendes.
“Eu pergunto a você, ministro Gilmar Mendes: a Justiça não deveria ser cega?”, questionou Zema, em meio a aplausos da plateia, um dia após o ministro do STF ter pedido a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Críticas ao STF e ao Governo
Zema classificou o momento atual como de “profunda vergonha moral” e questionou episódios envolvendo ministros da Corte, como a esposa de um ministro com um contrato de R$ 129 milhões com o maior golpista do Brasil, e um ministro que se tornou um grande investidor no turismo.
“Um ministro que, ao julgar um processo positivo para Minas Gerais, acha que estamos em dívida com o Supremo Tribunal Federal”, afirmou Zema, se referindo a uma postagem de Gilmar Mendes.
Paralelo com a Inconfidência Mineira
Zema evocou a execução de Tiradentes, comparando a situação atual com a opressão colonial. “Tiradentes foi esquartejado porque se rebelou contra o quinto, um imposto de 20%. Hoje o brasileiro trabalha quase metade do ano para sustentar um sistema podre e vendido que não devolve nada ao povo”, disse.
“Brasília explora o Brasil igual os portugueses fizeram. É um eterno ciclo colonial sendo revivido, onde o governo é rico e o povo é pobre”, completou.
Zema também citou as denúncias de fraudes no INSS e disse que “o dinheiro do pagador de impostos é drenado para sustentar uma casta de intocáveis que se julga acima da lei. O sistema vive no luxo e o povo no lixo”.
Cerimônia da Medalha da Inconfidência
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o principal homenageado da cerimônia, ao receber o Grande Colar da Inconfidência, mais alta honraria do estado de Minas Gerais.
Zema elogiou Tarcísio e defendeu sua passagem pelo governo mineiro, celebrando a continuidade sob Mateus Simões (PSD). O discurso ocorreu durante a solenidade conduzida pelo governador Simões em Ouro Preto.
Fonte: Gazeta Brasil


