Por Isabella de Paula
Por Isabella de Paula
29/04/2026 às 17:20
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O presidente dos EUA, Donald Trump, considerou uma "ótima notícia" o fato dos Emirados Árabes Unidos estarem se retirando da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo anunciado no dia anterior.
Para o governante republicano, a decisão pode contribuir na redução dos preços do petróleo, que dispararam devido à guerra no Irã. "É uma ótima notícia", disse ao ser questionado no Salão Oval sobre a informação, acrescentando que talvez os líderes dos Emirados Árabes Unidos queiram "seguir seu próprio caminho" fora da Opep e da aliança Opep+.
O líder da Casa Branca disse ainda que seu governo está tendo "alguns problemas com o cartel de petróleo, sem dar mais detalhes sobre quais seriam.
Os Emirados Árabes Unidos deixarão oficialmente o grupo dos maiores produtores de petróleo do mundo em 1º de maio, dissociando-se, assim, das decisões coletivas de produção do grupo. O país justificou a saída em "interesses nacionais e no compromisso de contribuir ativamente para atender às necessidades urgentes do mercado", uma referência ao bloqueio no Estreito de Ormuz.
Mais cedo, nesta quarta-feira, a Rússia comentou a saída dos Emirados Árabes da Opep e descartou especulações sobre sua própria retirada do cartel.
O porta-voz do regime russo, Dmitry Peskov, respondeu negativamente a uma pergunta sobre o assunto durante sua entrevista coletiva por telefone diária, embora tenha manifestado seu respeito pela decisão "soberana" dos Emirados.
Peskov acrescentou que Moscou também saúda a posição do país árabe de manter "uma postura responsável nos mercados energéticos e de coordenação no plano bilateral".
Quanto ao futuro da Opep, Moscou expressou otimismo de que o cartel não se desintegre, destacando que o atuação do grupo é "especialmente importante" nas atuais condições do mercado. "Este formato permite minimizar em grande medida as oscilações e estabilizar os mercados energéticos", apontou.
A Rússia, que sofreu uma queda de 45% nas receitas de exportação de petróleo nos dois primeiros meses do ano, tem se beneficiado desde então da drástica alta nos preços do barril devido à guerra no Irã.
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Fonte: Gazeta Mundo


