A greve dos servidores públicos municipais de Ipatinga segue mobilizando a categoria nesta segunda-feira (27), com concentração em frente ao prédio da Prefeitura, no bairro Cidade Nobre. O movimento começou pela manhã e reuniu trabalhadores de diferentes setores da administração municipal, que realizaram atos no entorno do Executivo e cobraram a retomada das negociações.
Durante a mobilização, os servidores também promoveram um ato simbólico ao ocupar a área do canteiro central em frente ao prédio administrativo. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ipatinga (Sintserpi), a adesão ao movimento superou as expectativas iniciais, reforçando a insatisfação da categoria com o cenário atual.
A paralisação foi aprovada após assembleia realizada na última semana e teve início nesta segunda-feira, às 7h. Entre as principais reivindicações estão recomposição salarial, melhores condições de trabalho, pagamento de férias em atraso, regularização de horas extras e quitação de rescisões contratuais pendentes desde 2025.
A presidente do Sintserpi, Marlene Silvestre, afirmou que os servidores aguardam uma convocação da Prefeitura para a abertura de diálogo. Segundo ela, a greve impacta a população, mas foi adotada como último recurso diante da falta de avanço nas tratativas.
“Está dentro do esperado e até surpreendeu, porque tivemos uma adesão muito grande. Esperamos que o governo nos chame para dialogar. Estamos abertos à conversa”, declarou Marlene.
A sindicalista destacou que os servidores também são usuários dos serviços públicos e enfrentam, diariamente, dificuldades em áreas como saúde, educação e segurança. Para o sindicato, os problemas relatados pela categoria refletem não apenas questões salariais, mas também a necessidade de melhorias estruturais no atendimento à população.
Durante o ato, circulou entre os servidores a informação de que a Prefeitura teria iniciado o pagamento de férias atrasadas referentes ao mês de fevereiro. Marlene confirmou ter recebido relatos nesse sentido, especialmente de trabalhadores da área financeira, mas afirmou que a medida não resolve a situação de forma definitiva.
“Pode ser considerada uma conquista, mas já havia previsão de pagamento escalonado. O que queremos é que os direitos sejam pagos integralmente. Não é aceitável que, em maio, ainda estejamos tratando de valores de fevereiro”, afirmou.
Segundo informações divulgadas anteriormente pelo sindicato, a greve mantém o funcionamento mínimo de 30% dos serviços essenciais, com prioridade para atendimentos de urgência, emergência e situações que envolvam risco à vida, saúde e segurança da população.
A Prefeitura de Ipatinga informou, em nota, que recebeu o comunicado de greve e que analisa os pontos apresentados pelo sindicato com atenção e senso de urgência. A administração afirmou ainda que as equipes técnicas avaliam medidas dentro dos limites legais e orçamentários, com o objetivo de buscar alternativas sem comprometer a continuidade dos serviços essenciais.
Até o momento, conforme o sindicato, não houve abertura de negociação direta com a categoria neste primeiro dia de paralisação. A greve segue por tempo indeterminado.


