Saída dos Emirados Árabes da Opep
O anúncio dos Emirados Árabes Unidos de saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da aliança Opep+ foi recebido como um duro golpe para o cartel das grandes nações produtoras de petróleo.
O abandono de um importante parceiro reduz a influência da organização sobre o mercado global de energia e concede ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma nova vantagem em sua agenda externa.
Impacto no mercado de energia
A entrada do petróleo de xisto americano no mercado global já vinha mexendo com a zona de influência da Opep nos mercados. A saída dos Emirados Árabes representa agora uma redução de 13% na capacidade de produção da Opep, segundo dados da Agência Internacional de Energia.
O anúncio chega em um momento em que a produção da Opep caiu quase 8 milhões de barris diários (mbd) em março, uma redução de 27,5% em relação ao bombeado em fevereiro, devido à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que afetou sobretudo o Iraque e os países do Golfo Pérsico.
Conflito no Oriente Médio
O conflito em andamento no Oriente Médio foi responsável por expandir ainda mais as divisões entre os países árabes que integram a organização devido aos ataques iranianos no Golfo Pérsico, que até o momento não receberam uma resposta conjunta dos países da região.
O país foi o mais afetado pelos ataques retaliatórios do Irã durante a guerra. O Irã lançou mais de 2.800 drones e mísseis contra o país, muito mais do que contra qualquer outro país do Golfo e até mesmo Israel.
Consequências para a Opep
A saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+ pode levar outros membros a seguirem o exemplo na tentativa de romper com as restrições de produção do cartel.
Robin Mills, CEO da empresa de consultoria Qamar Energy, sediada em Dubai, disse à emissora CNN que a decisão pode levar à ruptura de outros países com a organização. Em 2019, o Catar, outro grande produtor de petróleo se retirou do grupo.
“Se há um momento para sair, este momento está aí”, avaliou. “Você pode ver o Cazaquistão sair também. Esse é outro produtor importante que quer crescer”.
Fonte: Gazeta Mundo


