Decisão do PT Nacional
A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida em 7 de abril de 2026, resolveu que a tática política no Estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência à análise com ações que colaborarem com essa imposição histórica.
A resolução inapelável afirma que não há nada mais importante que a reeleição do Presidente Lula e reafirma a necessidade de construção de aliança com o Partido Democrático Trabalhista (PDT), considerado força fundamental na consolidação do campo democrático brasileiro.
Construção de Aliança com o PDT
A construção de aliança com o PDT deve agregar os partidos de centro-esquerda que historicamente são aliados do PT. A companheira Juliana Brizola é considerada a expressão política dessa estratégia no Estado do Rio Grande do Sul.
O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto (PT) abriu mão oficialmente de sua candidatura no final da semana passada. A tendência agora é que Pretto seja vice na chapa encabeçada por Juliana Brizola.
Análise Política
De acordo com o cientista político Samuel Oliveira, a direção nacional do PT está reduzindo o número de candidaturas próprias a governador em relação aos ciclos anteriores e priorizando alianças onde acredita que um aliado competitivo pode entregar mais para a reeleição presidencial do que um palanque petista simbolicamente puro, mas eleitoralmente frágil.
No Rio Grande do Sul, o PT tem presença, mas não hegemonia. Em 2022, Edegar Pretto chegou a 26,77% no primeiro turno e ficou fora da decisão. A pressão para apoiar Juliana Brizola nasce porque articulações nacionais sugerem que ela larga mais competitiva do que o petismo puro para furar a polarização local e disputar o eleitor que rejeita Bolsonaro, mas também não quer votar automaticamente no PT.
Fonte: Gazeta Brasil


