Oscar Schmidt: uma lenda do basquete
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, falecido aos 68 anos, é lembrado por sua dedicação ao esporte e ao país. Em 1984, ele recusou um convite para jogar no New Jersey Nets, na NBA, para continuar representando o Brasil na seleção.
“Foi a decisão mais fácil que já tomei. Jogar pela seleção é a coisa mais nobre que existe; é diferente. É representar um país inteiro, e isso é muito melhor do que jogar na NBA”, disse Oscar à agência EFE, em 2019.
Carreira marcada por recordes
Oscar Schmidt acumula recordes no esporte, com uma participação em cinco jogos Olímpicos e a marca de 1.093 pontos, sendo o maior cestinha em Olimpíadas. Ele também detém o maior número de cestas em um jogo de Olimpíadas: 55 pontos contra a Espanha, em Seul.
Além disso, Oscar foi fundamental na vitória do Brasil sobre a seleção dos EUA nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, marcando 46 pontos. Essa derrota mudou a forma como os EUA tratavam a seleção de basquete, passando a empregar ídolos da NBA e criando o dream team.
Legado e homenagens
Oscar Schmidt foi homenageado com um lugar no Hall da Fama do Basquete dos EUA em 2013, consolidando seu legado como um ícone global do esporte. Ele também é lembrado por sua ética de trabalho, treinando exaustivamente cerca de mil arremessos ao dia.
“Eu nunca teria conseguido tudo o que consegui, alcançado tudo o que alcancei se não tivesse vontade de fazer sempre mais”, declarou Oscar.
Fonte: Gazeta Brasil


