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Operações dos EUA na Venezuela e no Irã colocam em xeque sistemas de defesa chineses

Introdução

As recentes operações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã tiveram um efeito além dos alvos imediatos: expuseram fragilidades nos sistemas de defesa aérea fornecidos pela China a Caracas e Teerã, colocando em dúvida a eficácia do aparato militar promovido por Pequim.

Venezuela

No caso da Venezuela, o regime de Nicolás Maduro havia montado um robusto arsenal antiaéreo, fruto de décadas de aquisições de sistemas de defesa junto aos regimes da Rússia e China. Segundo análise da organização ChinaPower Project, do think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), entre 2010 e 2020, a China foi o segundo maior fornecedor de armas da Venezuela, respondendo por 16,4% das compras militares do país, atrás apenas da Rússia (59,6%).

Entre os equipamentos vendidos por Pequim ao regime chavista estavam os sistemas que falharam durante a operação americana que capturou Maduro: os radares JYL-1, JY-11 e JY-27A, conforme identificou a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China (USCC), órgão do Congresso americano, em relatório publicado dias após a captura de Maduro.

Irã

O Irã também é um importante cliente da indústria bélica chinesa. Sancionado por países do Ocidente e impedido de adquirir armamento moderno nos mercados tradicionais, Teerã apostou na compra de sistemas de Pequim para reforçar sua defesa aérea.

Em julho de 2025, após ser alvejado por EUA e Israel, fontes da inteligência árabe citadas pelo jornal Middle East Eye, disseram que o regime iraniano recebeu baterias do míssil chinês HQ-9B, numa transação de petróleo por armamento, mecanismo frequentemente usado para contornar as sanções americanas.

Consequências

Os sistemas de defesa chineses falharam em detectar e impedir os ataques coordenados de EUA e Israel em 28 de fevereiro, que atingiram naquele momento mais de 20 províncias iranianas, destruíram instalações militares estratégicas e mataram grande parte da alta cúpula política e militar do regime islâmico, incluindo o aiatolá Ali Khamenei e comandantes da poderosa Guarda Revolucionária.

Segundo a imprensa americana, os sistemas chineses HQ-9B que estavam implantados ao redor de Teerã não conseguiram impedir nenhum dos bombardeios.

Paquistão também enfrentou falhas em sistemas chineses durante a chamada Operação Sindoor, lançada pela Índia em resposta ao atentado terrorista em Pahalgam, na Caxemira.

“Qualquer país do mundo que possua equipamentos de defesa chineses está agora revisando suas defesas aéreas e se perguntando quão seguro realmente está”, declarou Michael Sobolik, pesquisador sênior do Hudson Institute, em entrevista à agência Reuters.

Fonte: Gazeta Mundo

Fonte: Gazeta Mundo

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