A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa, na sigla em inglês) se prepara para lançar a missão Artemis II, que leva quatro astronautas ao redor da Lua. O lançamento está programado para esta quarta-feira (1°/4) e marca o retorno de seres humanos ao espaço profundo após mais de cinco décadas.
Artemis II é o primeiro voo tripulado da missão de mesmo nome, feito a partir da bem-sucedida missão Artemis I, voo não tripulado realizado em 2022. A missão será a primeira da NASA com tripulação a bordo do foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e da espaçonave Orion. Conforme divulgado pela Nasa, a ideia é abrir o caminho para futuras missões à superfície lunar.
A tripulação é formada pelo comandante Reid Wiseman, pelo piloto Victor Glover e pelos especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen – os três primeiros astronautas são formados pela Nasa, enquanto Hansen representa a Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês). Em um marco histórico na exploração espacial moderna, a previsão é de que a equipe viaje por quase dez dias.
O que Artemis II vai fazer
Durante a viagem, a tripulação planeja realizar experimentos que estabelecerão as bases para futuros exploradores. A tripulação vai viajar ao redor da Lua, vendo o lado oculto lunar a olho nu, mais do que qualquer humano já viu antes. Conforme informado pela Nasa, a Artemis II pode levar os tripulantes ao ponto mais distante da Terra do que qualquer humano já viajou.
O objetivo da Artemis II é testar o foguete, a cápsula da tripulação e outros equipamentos de voo espacial que a agência pretende usar para pousar humanos na superfície lunar nos próximos anos. Ainda, a missão pretende estudar como o espaço profundo pode afetar a saúde humana, já que eles serão os primeiros seres humanos a se expor à radiação de fora do campo magnético protetor da Terra desde que a última missão Apollo chegou ao fim em 1972.
A Nasa programou uma série de estudos científicos focados na saúde humana, incluindo experimentos com coleta de amostras biológicas, monitoramento de radiação e um teste inovador com células em chips. Sensores de radiação serão instalados em toda a cabine da cápsula para medir a exposição durante o voo e tripulantes fornecerão amostras de saliva e sangue, antes e depois da missão, para análise de alterações nos sistemas imunológico e outros sistemas corporais.


