Interceptação da flotilha
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que foram presos 175 ativistas que participavam da Flotilha Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza.
Segundo informações da agência EFE, eles estão sendo transferidos para Israel após a interceptação dos barcos em águas internacionais perto da costa da Grécia, a cerca de 1,2 mil quilômetros do enclave palestino.
Reações e acusações
O jornal The Times of Israel informou que a Marinha israelense interceptou 21 das 58 embarcações da flotilha.
Segundo o periódico, um oficial das forças de Israel orientou que os ativistas entregassem a ajuda humanitária para Gaza em outro local, alegando que há um bloqueio naval na região do enclave palestino.
De acordo com o Times of Israel, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um vídeo no qual alegou que havia “preservativos e drogas” em uma das embarcações interceptadas. O porta-voz da flotilha, Gur Tsabar, negou a acusação, chamando-a de “desinformação”.
Consequências e antecedentes
Em outubro do ano passado, Israel interceptou os barcos da primeira Flotilha Global Sumud, que se dirigiam à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária.
O governo israelense disse que a iniciativa tinha apenas objetivos políticos, já que antes da abordagem os ativistas haviam recusado propostas para entregar os suprimentos no Chipre e no porto israelense de Ashdod.
A Flotilha Global Sumud afirmou que “após danificar os motores e destruir os sistemas de navegação, os militares recuaram — deixando intencionalmente centenas de civis abandonados em embarcações sem energia e danificadas, diretamente na rota de uma enorme tempestade que se aproximava”.
Fonte: Gazeta Mundo


