Introdução ao Mercado Guianense
A Guiana, um país sul-americano de língua inglesa, está se destacando como uma nova oportunidade para os produtores brasileiros de grãos. Com a descoberta de enormes reservas petrolíferas em alto-mar, o país está investindo em sua agricultura, oferecendo terras de graça aos agricultores que estejam dispostos a cultivá-las.
Oportunidades e Desafios
O governo guianense está procurando parcerias com produtores brasileiros para cultivar grãos como milho e soja. A Guiana tem 300 mil hectares de terras disponíveis para cultivo, mas ainda há poucos parceiros dispostos a aproveitar essa oportunidade. Além disso, o país enfrenta desafios como a barreira do idioma, a falta de georreferenciamento e a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Experiência de Produtores Brasileiros
Alguns produtores brasileiros, como o paranaense Emílio Araújo, já estão aproveitando a oportunidade e obtendo resultados positivos. Araújo deixou o Brasil devido a entraves ambientais e agora cultiva 4 mil hectares de terras na Guiana. No entanto, outros produtores ainda têm dúvidas sobre a viabilidade do negócio devido à falta de estrutura e ao risco de não ter compradores para os produtos.
Propostas do Governo Guianense
O governo guianense está oferecendo concessão de terras por períodos de até 99 anos, renováveis e sem custo. Além disso, o país não cobra impostos sobre maquinários agrícolas nem sobre a produção rural. O ministro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, destacou a importância da parceria com os produtores brasileiros e a necessidade de investimentos em infraestrutura para impulsionar a agricultura no país.
Perspectivas para o Futuro
Os produtores brasileiros que visitaram a Guiana têm perspectivas divididas sobre a oportunidade. Alair Gonçalves, um pecuarista de Roraima, acredita que a Guiana oferece uma grande oportunidade para os produtores brasileiros e está disposto a investir no país. No entanto, outros produtores ainda têm dúvidas sobre a viabilidade do negócio e a falta de estrutura no país.
Fonte: Gazeta Economia


