A greve dos servidores públicos municipais de Timóteo começou na manhã desta quarta-feira (22), com mobilização em frente à Prefeitura, no bairro Centro Sul. Organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Timóteo (Sinsep), o movimento foi deflagrado em meio ao impasse entre a categoria e a administração municipal sobre reajuste salarial e valorização do funcionalismo. Segundo o sindicato, a principal pauta é a equiparação ao salário mínimo na base de cálculo dos vencimentos, situação que, de acordo com a entidade, afeta cerca de 630 trabalhadores.
Mesmo com a paralisação, os serviços essenciais devem ser mantidos. A expectativa é de impacto em áreas como educação, obras, farmácias e unidades de saúde, embora a UPA de Timóteo e o Hospital e Maternidade Vital Brazil continuem funcionando normalmente.
Antes do início da greve, o prefeito Capitão Vitor Prado afirmou que não há motivos plausíveis para a paralisação. Segundo ele, o município vem adotando medidas de valorização dos servidores, como reajuste de 4,26% para o funcionalismo em geral, aumento do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 525, reajuste de 5,4% para os professores e retomada das progressões de carreira, com impacto estimado em quase R$ 16 milhões. O chefe do Executivo também afirmou que não há salários atrasados e alertou para reflexos do movimento sobre a população.
A Prefeitura tentou impedir a greve na Justiça, mas teve o pedido negado em primeira e segunda instâncias. Na análise preliminar, a desembargadora Alice de Souza Birchal, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, entendeu que não há elementos suficientes para declarar a ilegalidade do movimento, considerando a comunicação prévia, o cumprimento do prazo mínimo de 72 horas e a manutenção dos serviços essenciais. Em nota anterior, a administração municipal afirmou que segue aberta ao diálogo e que trabalha para reduzir os impactos à população.


