Estudantes da USP aprovam estado de greve
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, na noite de quarta-feira (15), em assembleia convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o “estado de greve” — mecanismo que antecede uma possível paralisação dos universitários. A decisão foi tomada em apoio à greve de funcionários e técnicos administrativos anunciada pela categoria, que reivindica reajuste salarial e incremento nos benefícios.
Motivos da greve
Em assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) aprovou a greve por tempo indeterminado com suspensão das atividades desde terça-feira (14). O DCE informou que a paralisação atingiu 105 cursos do interior e da capital paulista, na última terça-feira, em apoio à greve dos funcionários.
Os estudantes também afirmam que se mobilizam contra uma minuta que, se aprovada, proibirá que entidades estudantis arrecadem dinheiro com aluguéis de espaços para gráficas e lanchonetes. “Na prática, essa medida condena a autonomia financeira das entidades e a organização dos estudantes”, completou o DCE.
Posição da USP
Procurada pela Gazeta do Povo, a USP informou que representantes da universidade se reuniram com os estudantes dos campi da capital e do interior, na terça-feira, para esclarecer as ações em relação às políticas de permanência estudantil, aos restaurantes universitários e ao Conjunto Residencial da USP (Crusp), além de apresentar uma proposta de regularização do uso dos espaços estudantis.
A USP ainda informou que as ocorrências relatadas por estudantes sobre a qualidade da alimentação oferecida no restaurante da universidade são tratadas tecnicamente por nutricionistas e pelas áreas responsáveis pelos contratos, que têm notificado e advertido as empresas envolvidas.
Fonte: Gazeta Brasil


