Expulsão do delegado
O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal, expulso dos Estados Unidos pelo governo do presidente Donald Trump, deveria ter deixado o cargo de oficial de ligação no serviço de imigração do país há um mês.
A substituição foi assinada pelo diretor-geral da autoridade, Andrei Passos Rodrigues, no dia 17 de março, com início três dias depois, mas foi efetivada apenas nesta segunda-feira (20).
Motivos da expulsão
Carvalho foi expulso dos Estados Unidos por supostamente “contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas” em território norte-americano. Fontes a par do caso afirmam que a Polícia Federal e o governo brasileiro foram pegos de surpresa com a decisão.
A substituição ocorreu após a expulsão determinada pelo governo Trump na função que exercia junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês), na cidade norte-americana de Miami.
Reações do governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pode adotar a mesma medida contra agentes dos Estados Unidos que atuam no Brasil como reciprocidade à expulsão de Marcelo Ivo de Carvalho.
“Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil. Não tem conversa”, afirmou a jornalistas na cidade alemã de Hannover, na Alemanha, onde cumpriu uma agenda oficial.
Já o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, foi mais cauteloso e afirmou que ainda estava se inteirando do que aconteceu.
Consequências da expulsão
Há a expectativa de que Carvalho terá uma reunião a portas fechadas com a cúpula da Polícia Federal ainda nesta terça-feira (21), após chegar dos Estados Unidos.
A autoridade não informou a que horas ele deve chegar e nem por qual cidade.
Fonte: Gazeta Política


