China Reage à Inclusão de Empresas em Sanções da União Europeia
A China ameaçou a União Europeia com represálias após a inclusão de várias empresas chinesas no 20º pacote de sanções contra a Rússia. O governo chinês afirmou que tomará medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e que a UE arcará com todas as consequências.
Detalhes do Pacote de Sanções
O pacote de sanções inclui 16 entidades de países terceiros, incluindo a China, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Cazaquistão e Belarus, que forneceram sistemas de armamento ou bens de dupla utilização à Rússia. A UE acusa essas entidades de oferecer apoio direto ou indireto ao complexo militar-industrial da Rússia ou de estar envolvidas na evasão de sanções.
Reações da China
O Ministério do Comércio chinês expressou forte descontentamento com a decisão e acusou a UE de ignorar as repetidas queixas e a oposição do país. A China exige que a UE exclua imediatamente as empresas e cidadãos chineses da lista de sanções e encontre soluções para as respectivas preocupações por meio do diálogo e de consultas.
Contexto do Conflito
A situação ocorre pouco depois de o próprio Ministério do Comércio chinês suspender as sanções que havia imposto em agosto de 2025 contra dois bancos lituanos. Desde o início do conflito na Ucrânia, a China tem adotado uma postura ambígua, pedindo diálogo entre as partes em conflito, mas sem condenar expressamente a invasão russa nem se somar às sanções impostas pelo Ocidente.
Fonte: Gazeta Mundo


