PolíticaEleições 2026Filiação de aliados recoloca PSB no radar para candidatura de Pacheco

Filiação de aliados recoloca PSB no radar para candidatura de Pacheco

Pelo menos sete políticos do grupo do ex-presidente do Congresso se filiaram ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na última terça-feira (10/3)

Em meio às expectativas do PT em torno da possível pré-candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas, pelo menos sete aliados do ex-presidente do Congresso se filiaram ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na última terça-feira (10/3). O movimento intensifica as especulações sobre uma eventual migração do próprio senador para a legenda, já que a permanência de Pacheco no PSD se tornou inviável após a filiação do vice-governador Mateus Simões, já lançado como pré-candidato ao Palácio Tiradentes pelo partido.

Interlocutores próximos a Pacheco confirmaram que o senador ajudou nas articulações envolvendo a formação do grupo dos novos filiados ao PSB. Segundo uma fonte ligada ao ex-presidente do Congresso, os novos integrantes da legenda podem, no futuro, compor o arco de alianças de uma eventual candidatura ao governo de Minas. “Mais para frente, esses nomes podem fazer parte do arco de alianças”, afirmou o interlocutor. Ele pondera, no entanto, que a construção da chapa vem sendo discutida antes ou paralelamente à definição sobre a filiação partidária e a própria candidatura do senador.

O presidente estadual do PSB, Otacilinho Costa, afirmou ao Aparte que havia feito um convite para Pacheco se vincular à legenda antes mesmo da filiação de Simões ao PSD, ao perceber movimentações no cenário político. “Se alguns partidos ainda estão decidindo se vão ou não recebê-lo, o PSB fará o contrário: vamos estender o tapete vermelho para recebê-lo com toda a honra que ele merece”, disse. Segundo Otacilinho, mesmo que Pacheco não se filie ao partido, a legenda pretende apoiá-lo caso decida disputar o Palácio Tiradentes. Um dirigente petista também afirmou à reportagem que o presidente nacional do PSB, João Campos, teria convidado o senador para ingressar na sigla.

Outros partidos que chegaram a entrar no rol de conversas com Pacheco sobre sua filiação são o MDB e o União Brasil. O MDB, porém, já tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, que afirmou ter recebido apoio de Pacheco para a disputa ao Executivo. Na última semana, o senador ainda indicou que não ingressará na legenda durante a janela partidária.

A hipótese de filiação ao União Brasil também perdeu força nos últimos dias, embora ainda não esteja descartada. Na segunda-feira (9/3), o secretário de Estado de Governo de Minas Gerais e pré-candidato ao Senado, Marcelo Aro (PP), afirmou ter recebido do presidente nacional do partido, Antonio Rueda, a garantia de que Pacheco não se filiará à legenda para disputar as eleições de 2026.

Entre aliados do senador, a avaliação é de que a escolha da nova sigla deve recair sobre um partido “mais amplo, de centro e com maior capilaridade eleitoral”. Nesse cenário, o União Brasil atenderia melhor a esses critérios quando comparado ao PSB. Ainda assim, integrantes do grupo político não descartam a legenda socialista. Embora não seja vista por parte desses aliados como a sigla que melhor reúne as características desejadas, o PSB possui um fator que pode acelerar as negociações envolvendo a filiação e uma eventual candidatura de Pacheco: a definição nacional de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente nacional do PSB, João Campos, já declarou que pretende atuar na linha de frente da campanha pela reeleição de Lula.

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