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Elias da Fonte questiona critérios do CODEMA após autorização para derrubada de mais de 800 árvores em Ipatinga

O vereador Elias da Fonte anunciou que notificará o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA) de Ipatinga, o Departamento de Meio Ambiente do município e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que prestem esclarecimentos sobre a recente autorização para a supressão de 845 árvores no bairro Bom Jardim. A medida questiona a aparente contradição de critérios do conselho, que em junho de 2025, havia negado a instalação de uma base de apoio do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) da concessionária Nova 381 em uma área com gramado, sob a justificativa de se tratar de área de preservação ambiental.

O questionamento do parlamentar se intensificou após a decisão do mesmo conselho, em fevereiro de 2026, de emitir um termo de anuência permitindo a derrubada de centenas de árvores, incluindo 24 espécies exóticas, para a construção de um loteamento privado. A situação gerou forte reação de moradores locais e levantou um debate sobre a coerência e a transparência nas decisões ambientais que impactam o desenvolvimento urbano de Ipatinga.

“A pergunta é simples e objetiva: qual é o critério?”, declarou o vereador Elias da Fonte. “Em 2025, um projeto de interesse público, em uma área com apenas grama, foi barrado em nome da preservação. Menos de um ano depois, autoriza-se a remoção de mais de 800 árvores para um empreendimento privado. Não se trata de ser contra o desenvolvimento, nem contra a preservação. Trata-se de coerência, transparência e responsabilidade com as decisões que afetam nossa cidade.”

O vereador informou que seu mandato agiu prontamente ao receber denúncias de moradores, acionando a Polícia do Meio Ambiente e visitando pessoalmente o local no bairro Bom Jardim para averiguar a situação. A descoberta do termo de anuência concedido pelo CODEMA motivou a ação de notificar os órgãos competentes para obter respostas formais sobre os critérios técnicos e legais que fundamentaram decisões tão distintas em um curto espaço de tempo.

“O conselho tem um papel consultivo e deliberativo, mas a fiscalização é uma prerrogativa do nosso mandato. A população de Ipatinga merece respostas claras e fundamentadas. Seguiremos trabalhando para garantir que as políticas ambientais do nosso município sejam aplicadas de forma justa, transparente e coerente para todos”, concluiu o parlamentar.

As notificações formais buscam esclarecer os fundamentos das decisões do CODEMA e garantir que toda a documentação referente ao licenciamento do novo empreendimento esteja em conformidade com a legislação ambiental vigente.

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