O Brasil não corre risco de vivenciar um desabastecimento de combustíveis, garantiu o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (11/3).
Na terça, o Ministério de Minas e Energia (MME) já havia anunciado a criação de uma sala de monitoramento para acompanhar o cenário internacional de oferta de petróleo (impactado pela guerra no Oriente Médio), além da distribuição e precificação de combustíveis no Brasil.
“Estamos dialogando com as agências reguladoras para que cesse os abusos das refinarias e dos postos que especulam em qualquer movimento internacional de combustível. Não tem possibilidade de ter falta de combustível, o que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e revendedoras. Por isso, vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, não vamos permitir que isso continue acontecendo”, afirmou Silveira, durante a audiência.
Alguns sindicatos de postos de combustíveis, incluindo o Minaspetro, têm denunciado possíveis aumentos abusivos por parte de distribuidoras, antes mesmo de um anúncio de reajuste por parte da Petrobras.
Silveira também criticou a privatização da BR Distribuidora (atualmente Vibra Energia), durante o governo anterior. “Muito disso ocorre porque o Paulo Guedes (ex-ministro da Economia) deu a BR distribuidora para a Vibra. O governo anterior era entreguista. Nós, hoje, teríamos condição de garantir o abastecimento a preços ainda melhores para o consumidor de gasolina, de diesel e até de gás natural”, apontou.
Leilão de energia
O ministro adiantou que as diretrizes do leilão de armazenamento de energia serão divulgadas em abril. O chamado “leilão de baterias” tem o objetivo de resolver o problema de excesso de energia em alguns períodos do dia, o que pode gerar instabilidades no sistema.


