Moradores da área afetada pelo risco de rompimento da Barragem Lages, em Porteirinha, no Norte de Minas, foram orientados a não retornar às suas casas. A recomendação foi reforçada durante reunião realizada na terça-feira (3/3). O prefeito da cidade, Silvanei Batista (PSB), esteve no reservatório no início da tarde dessa terça e reiterou, que não há “nenhuma segurança” no local.
O encontro foi conduzido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), em conjunto com outros órgãos que atuam na ocorrência. As autoridades destacaram a necessidade de manter a evacuação preventiva até que haja condições seguras para o retorno. Abaixo da barragem vivem cerca de 45 famílias. Ao todo, 114 pessoas foram removidas de forma preventiva, sendo 77 moradores da zona crítica e 37 moradores do entorno da área delimitada, por medida de segurança adicional.
Durante a tarde, representantes do Ministério Público de Minas Gerais e do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) participaram das discussões no posto de comando montado no local. O NEA é vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).
Segundo informado, o NEA adotará medidas administrativas cabíveis, incluindo a notificação dos responsáveis pela barragem. O objetivo é que sejam implementadas ações imediatas para reduzir o risco e permitir o retorno seguro dos moradores no menor prazo possível. Especialistas em segurança de barragens da Cemig também participaram das tratativas. Eles prestaram orientações técnicas para auxiliar na condução da situação.
O Corpo de Bombeiros informou que segue monitorando a área de forma contínua. A atuação ocorre de maneira integrada com os demais órgãos envolvidos. Segundo o prefeito da cidade, “é preciso ter cautela até ter um parecer mais técnico sobre essa situação”. “O risco aqui ainda é constante. Nós não estamos nem muito preocupados com a questão patrimonial. Estamos preocupados com vidas. O pessoal tem que ficar distante dessa área de risco”, completou Batista.


