O Cruzeiro atendeu à expectativa da torcida na final do Campeonato Mineiro diante de seu maior rival: venceu. Apenas isso. Não precisou jogar bonito, dominar o adversário e tampouco criar diversas jogadas para balançar aa redes. Foi só a bola ultrapassar alguns centímetros da linha para deixar os torcedores felizes.
Bater o Atlético diante de um Mineirão lotado, com as arquibancadas divididas em meio a meio, já seria o suficiente. Soltar um grito de “campeão” após quatro anos, e voltar a levanta o troféu do Campeonato Mineiro depois seis temporadas de jejum, fizeram a alegria dos cruzeirenses que acumulam frustrações recentes.
O que se viu em campo não foi nada diferente do apresentado neste início de 2026. Um time com posse de bola, mas com pouca criação. Mas foi uma equipe efetiva, já que fez o gol “chorado” da vitória, com o atacante Kaio Jorge.
Além disso, conseguiu anular as jogadas de ataque do adversário, que pouco ofereceu perigo ao gol defendido por Cássio. Se os volantes Lucas Romero e Lucas Silva não conseguiam interceptar a bola no meio ou desarmar os meias e os atacantes do rival, Fabrício Bruno e Lucas Villalba davam conta do recado lá atrás.
Por fim, a conquista significou alívio. Alívio para um time pressionado por melhores desempenhos e resultados mais satisfatórios, especialmente no Brasileirão, onde agora o foco será retomado, e principalmente para o técnico Tite, que foi apoiado pela Nação Azul no Mineirão. Dificilmente um trabalho tem êxito com a pressão de até então, por isso, que o título dê respaldo à continuação.


