A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo (PT), prepara sua desincompatibilização do cargo no governo federal até 30 de março para tentar a reeleição como deputada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A informação foi repassada ao Aparte por interlocutores próximos da ministra. A possibilidade de retorno ao Legislativo mineiro, porém, já circula nos bastidores do PT e nos corredores da Casa desde meados do ano passado.
Macaé foi convidada para integrar o ministério em setembro de 2024. À época, sua indicação teve forte influência do deputado federal Odair Cunha e da tesoureira nacional do partido, Gleide Andrade, além de apoio no plano nacional da então presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Dentro do partido, porém, há divergências sobre as condições que cercaram sua ida ao governo federal. Uma ala sustenta que houve um acordo formal com Lula para que Macaé permanecesse no ministério até o fim do mandato presidencial, em 2026, sem disputar as eleições. Outra corrente contesta essa versão.
Segundo os interlocutores que rejeitam a existência de um compromisso formal, houve, sim, conversas sobre a permanência no cargo, mas não por iniciativa direta do presidente, e sim do próprio partido. Isso porque, com a conquista de mais um ministério pela sigla, uma saída antes do fim do ciclo poderia gerar desgaste interno e obrigar a legenda a conduzir mais uma transição em uma pasta recém-assumida, já que o ingresso de Macaé no posto veio para substituir a saída precoce do ex-ministro Silvio Almeida. “O pedido foi mais do partido do que do presidente”, resumiu uma fonte da direção estadual da legenda. Outros interlocutores afirmam que a ministra já teria deixado claro ao próprio Lula, no momento em que assumiu a pasta, que sua intenção era voltar a disputar um mandato parlamentar em Minas.


