O ataque a tiros que deixou pelo menos nove pessoas mortas no Canadá nessa terça-feira (10/2) é um dos mais letais da história do país. Os ataques desse tipo não são tão frequentes no país quanto nos vizinhos dos EUA, mas o controle de armas também é um tema polêmico no Canadá, que tornou as regras mais rigorosas após o maior massacre dessa natureza no território, em 2020.
Naquele ano, um homem disfarçado de policial matou 22 pessoas em um intervalo de dois dias. Pouco depois disso, o então primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou a proibição de 1.500 tipos de armas no país, uma lista que aumentou nos anos seguintes.
Além disso, o governo criou um programa de compensação para pagar por rifles entregues pela população. A medida se tornou polêmica porque, no Canadá, onde há vastas áreas rurais, rifles são tradicionalmente utilizados na caça.
Ocorre que, nos crimes mais frequentes nas grandes cidades canadenses, a maioria das armas utilizadas são pistolas, e não rifles. Grande parte desses revólveres chega dos EUA, segundo reportagem do jornal “The New York Times”. Assim, em 2022, Trudeau também anunciou o congelamento da venda de revólveres. Não foi divulgado qual o tipo de arma que a atiradora que matou nove pessoas nessa terça utilizou.
Diferentemente dos EUA, onde as leis de controle de armas variam por estado, no Canadá elas são federais. Para comprar uma arma, a pessoa precisa participar de um curso de segurança e obter uma licença.


