BRASÍLIA – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu nesta segunda-feira (5/1) que o Sistema Único de Saúde (SUS) conseguirá aumentar o contingente de servidores para atender à demanda dos migrantes da Venezuela, se for necessário. O Brasil monitora a situação na fronteira com o país, em Pacaraima, do último sábado (3/1) para cá, quando ocorreu o ataque dos Estados Unidos com prisão do ditador Nicolás Maduro.
Com a fronteira fechada no final de semana, o Brasil ainda não registrou alterações no fluxo migratório. “Estamos preparados se for necessário aumentar as equipes. Até o momento, não tivemos aumento no fluxo. Mas, se vier a acontecer, estamos preparados para aumentar as equipes que atuam na operação Acolhida”, afirmou o ministro. Os grupos atuam em Pacaraima, logo na fronteira, e também em Boa Vista.
Segundo Padilha, o Brasil registrou nos meses de novembro e dezembro uma intensificação na migração de venezuelanos. O período coincide com o início das ações bélicas dos Estados Unidos. “No final de novembro e em dezembro foi registrado um aumento, cerca de 350 a 400 venezuelanos vindo para o Brasil de forma diária, certamente fruto das operações militares”, analisou.
O ministro explicou que o reforço no atendimento é a primeira etapa do plano do Ministério da Saúde. A segunda é o auxílio humanitário à Venezuela. Ele afirmou que o Brasil enviará para o país equipamentos e remédios para diálise. A ação é justificada pela destruição do centro de diálise da Venezuela, atacado durante a operação bélica dos Estados Unidos.
“Buscamos mobilizar nossa estrutura do SUS e com empresas privadas para conseguir insumos para a diálise. Estamos mobilizando também com outros países a possibilidade de insumos para ajudar nessa situação específica do centro destruído pelo ataque bélico”, disse. “Nossa prioridade absoluta é cuidar do SUS e do povo brasileiro para reduzir os impactos do fluxo migratório, mas, também temos uma missão humanitária”, completou.


