Os clubes brasileiros podem ter seus estádios vetados para competições oficiais nos casos em que forem constatada baixa qualidade dos gramados. Sejam eles naturais ou sintéticos. É o que determina o novo Manual de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O novo Manual, que substitui o antigo Regulamento Geral de Competições, dispõe de diretrizes, normas e procedimentos a serem seguidos em todos torneios organizados pela CBF. E entre os novos dispositivos, um deles detalha o aumento das exigências com a qualidade dos gramados, já prevendo a “possibilidade de retirada da partida e da aplicação de sanções administrativas”.
No capítulo do Manual que trata do tema, a CBF ressalta que ‘a qualidade do campo de jogo é imprescindível para o desempenho esportivo dos atletas e para a valorização do produto’ e determina que a altura da grama ‘deve permanecer entre 20mm e 25mm, tendo a mesma altura em toda sua extensão’.
A entidade destaca que, seja para estádios com grama natural ou artificial, as preocupações maiores são a “preservação da integridade física dos atletas” e “a boa movimentação e rolagem da bola”, para assegurar a qualidade do espetáculo e também diminuir o risco de lesões.
Neste sentido, a CBF estabelecerá mecanismos de controle e acompanhamento dos campos de jogo, antes e ao longo da competição, “podendo solicitar e determinar diligências, inspeções e elaboração de relatórios dos estádios e gramados ao longa da temporada”.
HAVERÁ PUNIÇÕES?
De acordo com o novo Manual, caso sejam detectadas ‘desconformidades’ ou os relatórios sejam considerados ‘insuficientes’, o clube poderá receber uma advertência. E, caso a partida seja de caráter eliminatório (como na Copa do Brasil, por exemplo), poderá “ser retirada do local inicialmente designado”.
Já em caso de reincidência, ‘independentemente do formato da competição”, a partida poderá ser retirada do estádio e poderá ocorrer a aplicação de sanções administrativas, acrescenta a entidade.
‘TAPETINHO’
Nos casos específicos dos estádios com grama sintética, como a Arena MRV, do Atlético, por exemplo, os clubes também precisam cumprir os padrões exigidos pela Fifa. Desta forma, só serão liberados aqueles que possuírem o certificado Fifa Field Certificate (Quality Pro)
Se as condições gerais da grama artificial não cumprirem com os padrões de qualidade internacional da FIFA, a CBF poderá vetar o seu uso, devendo o clube indicar outro estádio que atenda ao estabelecido pela CBF.


