O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu por tempo indeterminado novos empréstimos consignados do banco Agibank, acusado de praticar uma série de irregularidades, como contratos fechados após a data de falecimento dos clientes e refinanciamento fraudulento.
As irregularidades foram identificadas por uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), segundo o INSS. O caso também foi encaminhado para a Polícia Federal (PF) e para a Corregedoria do INSS.
A CGU constatou a existência de 1.192 contratos assinados após a data de óbito dos beneficiários, entre 2023 e 2025. Outra irregularidade foi um refinanciamento de dívida não solicitado pelo beneficiário, com um acréscimo de R$ 17 mil ao saldo. Também foi apurado que o banco formalizava contratos com taxas inferiores a 1%, o que não é comum no mercado. Isso poderia ser uma forma de os contratos passarem despercebidos por sistemas de alerta de problemas, segundo o INSS.
A suspensão será mantida pelo INSS até que o processo administrativo seja concluído, com a possibilidade de defesa do Agribank. Procurado pela reportagem, o banco afirmou que “desconhece contratações irregulares” e que todos os seus contratos seguem protocolos rigorosos de segurança.
Confira a nota completa:
“O Agibank tomou conhecimento da suspensão anunciada pelo INSS sem ter sido previamente comunicado ou mesmo com a oportunidade de apresentar defesa e esclarecimentos.
O banco desconhece contratações irregulares, mas reforça que em caso de constatação das suas ocorrências, serão adotadas providências para saneamento dos tramites internos, além de absorver integralmente o seu impacto, sem qualquer ônus para clientes ou para o INSS, com ressarcimento integral dos valores envolvidos.
O Agibank já solicitou acesso aos autos ao INSS, a fim de que possa realizar uma análise detalhada dos apontamentos apresentados pela autarquia e pela CGU.
O Agibank informa que todas as demais operações e atendimento seguem funcionando normalmente, incluindo pagamento de benefícios e outros serviços”.


