O Cruzeiro terminou 2025 tendo em seu elenco o artilheiro do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, mas, para a estrela de Kaio Jorge brilhar, o ataque celeste passou por algumas turbulências e mudanças durante a temporada. Tudo isso sob o comando de Leonardo Jardim, que teve culhão para barrar as duas maiores contratações do ano.
A época começou com duas contratações de impacto no futebol brasileiro: mesmo em baixa, Dudu e Gabigol chegaram à Toca da Raposa 2 com expectativas nas alturas, mostrando que a SAF, sob o comando de Pedro Lourenço, teria condições de investir pesado em estrelas. No entanto, eles não conseguiram se tornar protagonistas – pelo menos no bom sentido.
A verdade é que nenhum dos dois iniciou a época, tendo Fernando Diniz como treinador, sob muitas críticas. Enquanto Gabriel Barbosa conseguia fazer alguns gols, Dudu se destacava por ser o “motorzinho” do time e criar oportunidades de gol. No entanto, as más atuações no Campeonato Mineiro e na Copa Sul-Americana pesaram.
A situação mudou drasticamente em abril, cerca de dois meses aós a chegada de Jardim. Mais especificamente no dia 13, em duelo com o São Paulo, pelo Brasileirão, o treinador deixou a dupla no banco de reservas e escalou um ataque formado por Kaio Jorge, que vivia ascensão, e Wanderson, contratado junto ao Internacional.
A partir dali, Gabi e Dudu passaram a figurar no banco de reservas, situação que gerou incômodos internamente, envolvendo especialmente o segundo. Após conflitos com a gestão, o camisa 7 foi tirado da delegação antes de uma partida e acertou a sua rescisão contratual – para a ira da torcida, acertou com o rival Atlético.
Já Gabigol passou o restante da temporada brigando pela titularidade. Conseguiu ser o vice-artilheiro, mas esteve longe de superar KJ, grande destaque da Raposa. O curioso é que sua dupla de ataque se manteve: Wanderson, o “operário”, que era da confiança de Jardim e, curiosamente, não conseguiu balançar as redes.
Meio do ano
Na janela de transferências do meio do ano, o Cruzeiro ganhou dois reforços que viriam a ser boas opções: os pontas estrangeiros Keny Arroyo e Luis Sinisterra, que acabou sofrendo com problemas físicos. Eles se sobressaíram rapidamente a jogadores que já estavam no elenco, como Bolasie e Marquinhos.


