BRASÍLIA – O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), passará por cirurgia no sábado (6/12) para remoção de um tumor no estômago diagnosticado em março. Na última sessão da comissão neste ano, nesta quinta-feira (4/12), ele informou que optou por aguardar a suspensão dos trabalhos para não se ausentar.
“Antes de encerrar, preciso compartilhar algo pessoal com todos. Há alguns meses, recebi um diagnóstico de um tumor localizado na parte externa do estômago. Noventa dias atrás, os médicos recomendaram que eu fosse imediatamente para uma cirurgia. Eu pedi a Deus que me sustentasse até hoje, até a última sessão do ano”, afirmou. “Se Deus permitir, voltarei e voltarei ainda mais forte”, acrescentou antes de encerrar.
No último mês de março, o senador foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, como parte do tratamento do tumor identificado durante exames de rotina, como noticiou O Tempo. Ele permaneceu por seis dias no hospital e recebeu alta em 22 de março, dia de seu aniversário de 62 anos. Em seguida, continuou com o tratamento medicamentoso.
Viana está no penúltimo ano de seu mandato como senador por Minas Gerais e indicou a intenção de concorrer à reeleição em 2026. Uma grande estratégia da oposição o levou à presidência da CPMI dedicada a investigar fraudes no INSS a partir de descontos ilegais nos pagamentos de aposentados e pensionistas. Desde a instalação da comissão, em agosto, o grupo se reúne às segundas-feiras e quintas-feiras para a coleta dos depoimentos.
A segunda fase da comissão começa em fevereiro, quando serão ouvidos representantes de instituições bancárias suspeitas de fraudes e irregularidades na concessão de crédito consignado. Inicialmente, a CPI acaba em 28 de março de 2026, mas Viana pretende apresentar requerimento de prorrogação para garantir mais 60 dias de trabalho nesse calendário.


