Mesmo tendo aberto 2 a 0 no placar e levado o empate para o Botafogo, o Cruzeiro deixou felizes os seus torcedores que foram ao Mineirão na noite dessa quinta-feira (4/12) para o jogo contra o Botafogo. Eles entenderam que o time fez o necessário para garantir o seu pódio no Campeonato Brasileiro.
Claro, o futebol praticado no primeiro tempo e em parte do segundo mostraram que uma vitória era plenamente possível, mas uma série de fatores contribuíram para deixar a frustração pelo resultado mais leve. Desgaste físico – comum após um calendário sufocante – e mental, estão entre os motivos.
Após cumprir seu principal objetivo de 2025, a vaga na Libertadores do próximo ano, a semifinal da Copa do Brasil passou a ser o foco das atenções. A partir da próxima quarta-feira (10/12), a Raposa, maior campeã do torneio, passa a decidir uma vaga na final com o Corinthians, em Belo Horizonte.
Contra o Glorioso, algumas nuances fizeram a torcida lembrar os motivos de quase sempre lotar o Gigante da Pampulha para ver a equipe vencer e figurar entre as melhores do Brasil. Belas defesas de Cássio, boas jogadas de Kaio Jorge e protagonismo de Matheus Pereira foram alguns dos destaques do jogo e do ano.
Analisando friamente, foi até benéfico o Cruzeiro chegar à 38ª rodada sem chances de ultrapassar o Palmeiras, vice-líder, e ficar com o segundo lugar da Série A, atrás apenas do campeão, Flamengo. Vai que chega para enfrentar o Santos com essa possibilidade?
Seria um prato cheio para a torcida se despedir do time na competição frustrada, com a sensação de que o clube poderia ter sido melhor. Ou então, na pior das hipóteses, os celestes poderiam correr o risco de perder o 3º lugar para o Mirassol. Aí, seria pior ainda, e o Corinthians ficaria em segundo plano.
A não ser que aconteça uma catástrofe na Vila Belmiro, com uma goleada vexatória para o Peixe, o Cruzeiro termina o Brasileirão com êxito, superando as expectativas iniciais. Qualquer torcedor que discorde é exigente além do limite.


