PolíticaEleições 2026PT abre porta com Kalil, mas não desiste de Pacheco

PT abre porta com Kalil, mas não desiste de Pacheco

Bancada federal tenta encontro com o senador, enquanto emissário de Lula faz primeira reunião com ex-prefeito

O PT começou a pavimentar nova estrada em direção às eleições 2026, mas sem desistir do caminho que previu anteriormente para a disputa do ano que vem. A construção recente teve início com um jantar do presidente nacional do partido, Edinho Silva, com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), nesta terça-feira (25/11). Já a estrada anteriormente prevista, momentaneamente obstruída, segue no GPS da bancada federal da legenda, que busca um encontro com o senador Rodrigo Pacheco (PSD).

O parlamentar era o “Plano A” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato ao governo de Minas. Pacheco, no entanto, também era cotado para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. No último dia 20, no entanto, o presidente, que tem a prerrogativa da indicação para o posto, anunciou ao próprio Pacheco que o escolhido seria o advogado-geral da União, Jorge Messias. Na mesma conversa, Pacheco comunicou a Lula o desejo de se aposentar da vida pública.

O jantar do presidente do PT com Kalil, que já se colocou como pré-candidato ao governo de Minas, ocorreu cinco dias depois, mas poderia ter acontecido antes. Edinho, que é a voz de Lula dentro da estrutura partidária, havia confirmado presença em um ato de boas vindas organizado pelo PDT para Kalil em 6 de novembro. O presidente do PT, no entanto, permaneceu em São Paulo por conta da morte do ex-deputado estadual pela legenda no estado, Paulo Frateschi.

Se considerados o tom das declarações do ex-prefeito em nota divulgada nesta quarta-feira (26/11) sobre o jantar, e o que disse na homenagem do PDT, pode-se considerar que houve uma mudança na atitude de Kalil, famoso pelo semblante constantemente fechado. No pronunciamento desta quarta, sobre o encontro com Edinho, Kalil falou sobre o tempo de uma possível decisão de estar ou não junto com o PT. “Foi um jantar íntimo, com um amigo querido. Tomamos um bom vinho e colocamos a conversa em dia. Eu acredito que é muito cedo para qualquer definição política”, disse.

Já na homenagem do PDT, Kalil, durante entrevista, evitou até mesmo citar a possibilidade de aliança com o PT. Coube ao presidente nacional do partido, Carlos Lupi, um posicionamento sobre uma composição com o PT. “Vamos por etapas. (…) Hoje estamos fazendo mais um ato de mobilização, para que a população de Minas Gerais conheça a pré-candidatura de Kalil. As alianças são um processo. Conversamos com várias forças. O PT é um aliado nacional nosso. É natural essa aliança. Ela vai acontecer no seu tempo devido”, afirmou Lupi.

Ao chegar para o jantar com Kalil, que aconteceu na casa do ex-prefeito, na região centro-sul da capital, o presidente nacional do PT disse que o objetivo naquela noite era escutar o ex-chefe do Poder Executivo municipal. “Vim aqui para conversar com ele. Quero ouvir o que ele está pensando, como tenho ouvido outras lideranças de Minas Gerais. O importante é conversar neste momento”, respondeu Edinho, ao ser questionado pela reportagem sobre uma possível presença do ex-prefeito em uma chapa para a disputa ao Palácio Tiradentes em 2026.

Ainda estamos querendo

A decisão de tentar um encontro com o senador Pacheco foi anunciada nesta quarta-feira (26/11) durante reunião da bancada mineira do PT em Brasília, que contou com a participação da presidente estadual do partido em Minas, deputada estadual Leninha. Segundo o vice-líder da bancada, Miguel Ângelo, o objetivo do encontro é ouvir de Pacheco sua decisão sobre 2026. “Vamos pedir uma conversa formal com o Pacheco, queremos ouvir dele (qual a decisão política). Estamos ouvindo muito da imprensa, por terceiros, mas temos um compromisso com ele e ainda temos dificuldade de dar passos (na definição do candidato a governador) sem vencer essa etapa”, disse.

A montagem de um palanque robusto em Minas Gerais é estrategicamente importante para o presidente Lula, que deverá disputar a reeleição no ano que vem. O estado tem o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. A montagem para a chapa da disputa pelo Palácio Tiradentes envolve, além de nomes para governador e vice, duas vagas para o Senado. Na disputa proporcional estarão em jogo vagas na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais. Haverá também eleição presidencial.

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nublado
22 ° C
22 °
22 °
83%
2.1m/s
100%
qui
32 °
sex
26 °
sáb
32 °
dom
28 °
seg
24 °