Uma organização criminosa já condenada por megafraude tributária foi alvo de uma operação na manhã desta quarta-feira (15/10), em Belo Horizonte, para desarticular novas movimentações feitas pelo esquema. A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Minas Gerais.
Conforme a PF, a operação Resgate é desdobramento de uma investigação deflagrada em 2023, batizada de Inflável. Na ação anterior, os réus foram condenados por 196 crimes de estelionato consumado, 1.085 estelionatos tentados e por organização criminosa, com as penas de reclusão para os líderes do esquema ultrapassando 26 anos.
O grupo criminoso foi acusado de fraudar os sistemas da Receita Federal, resultando em um prejuízo efetivo aos cofres públicos na ordem de R$ 348 milhões. As investigações da PF teriam impedido, entretanto, que as fraudes chegassem a mais de R$ 3 bilhões.
O foco da operação desta quarta-feira, segundo a PF, é o aprofundamento das investigações sobre a ocultação e dissimulação de capitais praticadas por integrantes de uma organização criminosa já condenada judicialmente por fraudes bilionárias contra o sistema tributário nacional.
A operação Resgate busca agora identificar, rastrear e sequestrar bens adquiridos com os recursos ilícitos, incluindo imóveis de alto padrão, veículos de luxo e ativos empresariais. Os mandados foram expedidos pelo Juízo Federal da 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte, que também determinou o bloqueio imediato de contas bancárias e registros patrimoniais dos investigados, além da apreensão de bens e valores.


