O ativista conservador Charlie Kirk, fundador do grupo Turning Point USA e aliado próximo do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, morreu após ser baleado durante evento na Universidade Utah Valley. O ataque ocorreu na quarta-feira (10/9) quando Kirk, de 31 anos, iniciava sua participação em uma turnê por instituições de ensino americanas.
Aproximadamente 3 mil pessoas presenciaram o momento em que Kirk foi atingido por um tiro enquanto respondia a uma pergunta da plateia. Ele foi transportado ao hospital por sua equipe de segurança, mas não resistiu aos ferimentos. O atirador ainda não foi localizado.
Saiba quem era Charlie Kirk e sua relação com a política dos Estads Unidos.
Quem era Charlie Kirk: trajetória política
A vida política de Kirk começou cedo, quando fundou o Turning Point aos 18 anos, visando disseminar ideais conservadores em faculdades tradicionalmente liberais dos EUA. A organização sem fins lucrativos surgiu após a reeleição do presidente Barack Obama em 2012, e tinha a missão de “promover os princípios de responsabilidade fiscal, livre mercado e Estado com poderes limitados”.
Natural de Prospect Heights, subúrbio de Chicago, Kirk era filho de um arquiteto. Ele chegou a frequentar uma faculdade comunitária próxima à sua cidade natal, mas abandonou os estudos para dedicar-se ao ativismo político.
O grupo mantém filiais em mais de 850 instituições de ensino superior americanas. Kirk conduzia debates ao ar livre em universidades, apresentava um podcast e mantinha forte presença nas redes sociais, onde acumulava milhões de seguidores.
Em 2023, inclusive, Kirk entrevistou o ex-presidente Jair Bolsonaro em seu podcast e organizou um evento em Miami onde Bolsonaro fez uma palestra.
Trump e MAGA
Kirk desempenhou papel crucial na campanha de Donald Trump durante as eleições presidenciais do ano passado. Ele trabalhou no registro de dezenas de milhares de novos eleitores e na mobilização do eleitorado no Arizona, estado considerado decisivo para a vitória de Trump.
A relação entre Kirk e o presidente americano se fortaleceu após a eleição. Ele esteve presente na cerimônia de posse de Trump em janeiro deste ano e tornou-se visitante frequente da Casa Branca. Um clipe do próprio Trump era reproduzido no início de seu podcast: “Quero agradecer a Charlie, ele é um cara incrível, seu espírito, seu amor por este país, ele fez um trabalho incrível construindo uma das organizações juvenis mais poderosas já criadas.”
Em 2020, Kirk publicou o best-seller “A Doutrina Maga”, referência direta ao slogan de campanha “Make America Great” de Trump.
Donald Trump manifestou-se sobre a morte de seu aliado: “O Grande, e até mesmo Lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém entendia ou tinha o Coração da Juventude dos Estados Unidos da América mais do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim, e agora não está mais entre nós. Meus pêsames e de Melania vão para sua linda esposa Erika e sua família. Charlie, nós te amamos!”
Em reconhecimento à importância de Kirk, Trump ordenou que as bandeiras fossem hasteadas a meio mastro em todo o território dos EUA.
Defesa de armas
O controle de armas era um dos temas frequentes nos eventos e podcasts de Kirk. Meses atrás, ele declarou: “Infelizmente, vale a pena arcar com o custo de algumas mortes por armas de fogo todos os anos para podermos ter a Segunda Emenda (direito de ter e portar armas”.
O ataque a Kirk ocorreu quando um participante do evento perguntou: “Você sabe quantos atiradores em massa existiram nos Estados Unidos nos últimos 10 anos?”. Ao responder “Contando ou não a violência de gangues?”, ouviu-se um forte disparo e o ativista caiu em seu assento.


