Durante a operação Rejeito, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17/9), a Polícia Federal cumpriu 79 mandados de busca e apreensão de 20 mandados de prisão. Um alvo, que tinha dois mandados de prisão contra ele, é considerado foragido pela Polícia Federal.
Entre os endereços visitados pela Polícia Federal está a Cidade Administrativa de Minas Gerais, sede do governo do estado, mineradoras na Serra do Curral, casas de luxo e escritórios de advocacia. Servidores foram afastados da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).
Em uma das casas visitas pelos policiais federais, o alvo tinha criação de carpas no interior do imóvel. Foram apreendidas joias e armas em outro endereço.
O grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.
A organização criminosa também atuou para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas. Calcula-se que as ações criminosas do grupo investigado renderam, ao menos, um lucro de R$ 1,5 bilhão. A investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.


