BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, deve analisar todos os requerimentos de quebras de sigilo na próxima sessão, marcada para quinta-feira (11/9).
A informação é do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que defende consenso entre oposição e governo para definir prioridades da pauta. A próxima sessão será a sexta reunião da CPMI, com prazo previsto para os trabalhos de 180 dias.
O colegiado acumula centenas de pedidos de quebra de sigilo, incluindo dados bancários, fiscais, telemáticos e telefônicos. Entre os alvos estão, por exemplo, o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi (PDT), que prestou depoimento na CPMI na segunda-feira (8/9), e dirigentes de associações investigadas.
Na próxima sessão, a CPMI também ouvirá o ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro José Carlos Oliveira. A participação dele dará sequência aos depoimentos de ex-chefes da Previdência, segundo Carlos Viana.
A última sessão do colegiado durou quase 10 horas e incluiu questionamentos a Carlos Lupi, que se defendeu das acusações de não ter tomado providências diante das denúncias de irregularidades. Como nas reuniões anteriores, o encontro foi marcado por conflitos entre deputados da oposição e da base do governo federal.
Até o momento, a CPMI aprovou requerimentos para convidar ou convocar para depoimentos todos os ex-ministros da Previdência e ex-presidentes do INSS desde 2015, além de presidentes de entidades investigadas por desvios. Em caso de convocação, os alvos são obrigados a comparecer.
Os congressistas também aprovaram a convocação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti, apontados pela Polícia Federal (PF) como os principais operadores do esquema de corrupção no INSS.


