EsporteAméricaBase do América ganha força em 2025 com trabalho de William Batista

Base do América ganha força em 2025 com trabalho de William Batista

Treinador, que passou pela base do Coelho, tem dado oportunidade a vários jovens no time

O América é conhecido como celeiro de bons jogadores. Na base do clube surgiram grandes nomes que ganharam o mundo. E para não negar as raízes, o clube contratou, no início de 2025, o técnico William Batista, com passagem pelas categorias iniciais do próprio Coelho.

Logo em sua apresentação, deixou claro que o alicerce que construiu agora pode ganhar ares de obra pronta. “Tudo aquilo que foi construído, o clube julgou como merecimento para ocupar essa vaga. A gente começa o trabalho sub-20, que não conquistava um título mineiro há 12 anos. O clube não chegava às quartas de final da Copa São Paulo há muitos anos também. Depois, no ano seguinte, chegou à final da Copa São Paulo. Um trabalho que passou por mim, como um treinador no campo, mas também pelo clube todo. Pelo apoio e suporte de todo mundo”, disse, na ocasião.

Antes de assumir o time profissional, William Batista chegou ao América ainda em 2019 para a equipe sub-15. Posteriormente, foi promovido ao sub-20. Em 2022, deixou o Coelho para assumir o sub-20 do Vasco. Na equipe carioca, conquistou a Copa Xerém, Taça Guanabara, Campeonato Carioca, Copa Carioca e a Copa Retrô. Antes de retornar ao América, o técnico ainda passou pelo sub-20 do Red Bull Bragantino.

Em sua trajetória no sub-20 do América, o comandante coleciona 43 vitórias em 87 jogos. Foi campeão mineiro da categoria em 2021 e vice em 2022.

E ele vem mostrando que realmente tem um olhar especial para a categoria de base. Com ele, vários jogadores têm ganhado muitas oportunidades na equipe, alguns até se firmando como titulares neste início de temporada. Com um time mesclando juventude com experiência, o time de William Batista chegou à final do Campeonato Mineiro contra o Atlético.

Dos jogadores vindos da base do América mais utilizados pelo treinador, o destaque fica com Júlio. Originalmente zagueiro, o jogador assumiu a lateral direita, com a venda de Matheus Henrique para o Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos.

Júlio não só assumiu a vaga, como garantiu a titularidade na nova posição, mostrando um bom futebol e ostentando 607 minutos em campo com o novo treinador. “Lateral/zagueiro… Estou feliz de estar jogando e poder mostrar a todos do que eu sou capaz”, disse, em entrevista ao Tempo Sports. “Deixo isso nas mãos do Willam”, esclareceu sobre a chegada de Mariano, que é da posição e promete brigar com o cria da base pela lateral.

Aliás, sobre o comandante, Júlio não poupou elogios. “Por eu já ter trabalhado com o Wlliam, no sub-20, já o conheço bem. Ele valoriza muito nosso lado, não só como atleta, mas como pessoa. É um cara incrível. Ele vai te exigir sempre o máximo, porque sabe do que a gente é capaz”, disse.

An esteira de Júlio César, vem Adyson. Atuando como ponta esquerda ou direita, nas vagas de Fabinho ou Figueiredo, o atacante esteve campo por 465 minutos pelo clube. Na sequência vem Renato Marques, com 413 minutos, que briga com Jonathas por vaga no ataque. Ambos não estão correspondendo, e a vaga segue aberta.

Em seguida aparece o meio-campista Kauã Diniz, com 375 minutos. Ele começou o Mineiro como reserva, com Miqueias ocupando a vaga, ao lado de Cauan Barros, mas acabou ganhando a posição.

Os outros três jogadores da base americana que ganharam chance com William Batista atuaram pouco. Matheus Henrique, que não está mais no clube, atuou por 331 minutos. O lateral-esquerdo Paulinho Ibelli, 180. E o lateral-direito Samuel esteve em campo por 52 minutos.

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