Pastor criticou o ex-presidente por ter dado ‘sinais dúbios’ sobre apoio a Ricardo Nunes ou Pablo Marçal em São Paulo
“Qual foi a sinalização que o Bolsonaro passou? ‘Eu não sou confiável em meus apoios políticos’. […] Covarde, omisso, que se baseia em redes sociais e não quer se comprometer. Fica em cima do muro. Para ficar bem, sabe com quem? Com seguidores”, afirmou Malafaia.
O pastor também diz que nos últimos 15 dias “bateu em Bolsonaro com tanta força no ‘zap’” e que no domingo (6), dia da eleição, enviou uma mensagem questionando: “como você apoia um canalha que falsificou documento, que quer dividir a direita e o voto evangélico, que ora fala bem de você, ora fala mal?”.
Silas Malafaia ainda conta que em fevereiro, logo após uma operação da Polícia Federal que mirou Bolsonaro e ex–ministros de seu governo e prendeu ex-assessores dele, recebeu uma ligação do aliado.
“Ele estava chorando depressivo em Mambucaba [Angra dos Reis-RJ], perto de ser preso. Liguei pra ele e falei: ‘Vai ficar chorando aí? Vamos para a rua, cara!’. […] Ele chorou por cinco minutos comigo no telefone antes de abrir a boca”.
Depois disso, Bolsonaro e Malafaia convocaram uma manifestação em apoio ao ex-presidente, na Avenida Paulista, em São Paulo, que aconteceu no dia 25 de fevereiro.
Em nota, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “roupa suja se lava em casa, e não em público”, e que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, “fez o que tinha que ser feito, no momento certo, e foi decisivo para o cenário em São Paulo.”
O parlamentar defendeu que se não fosse pelo ex-presidente, Ricardo Nunes não teria vencido a queda de braço com Marçal e ido para o segundo turno.
“Assim como foram decisivos Tarcísio e Malafaia, cada um na sua função, como um time de futebol que não ganha só com atacantes. Vamos juntos vencer a extrema-esquerda em São Paulo. 2026 já começou e precisamos ser mais racionais que emotivos”, disse Flávio.


