O Ministério de Minas e Energia avalia retomar o horário de verão como forma de tentar evitar um racionamento de energia, que está no horizonte em razão da seca extrema que atinge o país. O horário de verão é uma das alternativas na mesa do governo, que também já ampliou autorizações para o funcionamento de usinas termelétricas a gás. A seca também já causou o aumento da bandeira da conta de luz. No entanto, não há previsão de quando isso seria feito, nem se de fato será necessário.
Neste ano, integrantes do governo também afirmam, sob reserva, que a situação dos reservatórios ainda não é tão grave quanto em crises históricas, como a de 2021. Alegam que as medidas tomadas ao longo de 2024, como de retenção de água nos reservatórios, fez com que hoje o nível da água seja mais que o dobro do registrado durante a crise daquele ano.
Em 2024, o Brasil enfrenta a pior seca de sua história desde que se há registro pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Na Amazônia, os rios Madeira e Negro já atingiram alguns dos níveis mais baixos da história, e comunidades já sofrem com isolamento e obstáculos no abastecimento. A própria Manaus, capital do Amazonas, está impactada.
O que diz o ministro
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comentou a possibilidade de volta do horário de verão durante um evento internacional nesta quarta-feira (11/9). “É algo que está colocado na mesa, mas não existe uma decisão, porque até depende do índice pluviométrico. No setor energético, todas as possibilidades têm que estar na mesa, porque a compreensão das pessoas que se aprofundam na matéria sabem que o nosso desafio, como formuladores de política pública desse setor, é equilibrar a segurança energética com a modicidade tarifária. Quando há qualquer possibilidade que te aponta um caminho de uma solução para a modicidade tarifária e para a segurança do setor, é importante ser avaliada. Então, nós estamos numa fase de avaliação da necessidade ou não do horário de verão.”
Alexandre também comentou sobre a aprovação da sociedade com relação à volta do horário. “No horário de verão, nós sabemos que apesar da divisão da sociedade com relação a ele, a maioria da sociedade nas pesquisas de opinião apontam que aprovam o horário de verão. Mas ele tem outros efeitos que têm que ser analisados pelo governo como um todo, além da questão energética, que é a questão da economia. Ele impulsiona fortemente a economia do turismo, dos bares e restaurantes.”
(Folhapress)


