O partido Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen e seus aliados, tive mais de 34% dos votos, Macron ficou em terceiro lugar
“Precisamos de uma maioria absoluta”, declarou Le Pen diante de apoiadores em seu feudo de Hénin-Beaumont, no norte da França, de onde comemorou que o “bloco macronista” “foi praticamente apagado”.
A aliança de Macron conseguiria entre 20,5% e 21,5% dos votos, ficando atrás também da coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP), que teria entre 28,5% e 29,1%, segundo as primeiras estimativas dos institutos de pesquisa Ifop e Ipsos no fechamento das urnas.
Isso poderia enfraquecer o apoio de Macron à Ucrânia. Embora o partido de Le Pen, criticado por ser próximo à Rússia de Vladimir Putin, afirme apoiar Kiev, ele também busca evitar um confronto com Moscou.
Com uma participação vista como histórica, às 17h00 locais, três horas antes do fechamento das urnas, a taxa de votação atingiu 59,39%, 20 pontos a mais do que no mesmo horário em 2022, de acordo com o Ministério do Interior.
Seus 577 deputados são eleitos em círculos uninominais com um sistema de dois turnos. Dependendo dos resultados de cada circunscrição, dois, três ou mais candidatos podem ir para o segundo turno.
As primeiras três projeções deste domingo variam entre uma maioria simples ou absoluta na Câmara baixa.
Por sua vez, o presidente francês convocou uma aliança “ampla” e “claramente democrática e republicana” contra o RN para o segundo turno. No entanto, ele não revelou se seus candidatos serão retirados da disputa para fortalecer seus rivais da NFP contra a extrema direita.
– Segundo turno, decisivo –
Macron, cujo mandato termina em 2027, convocou as eleições antecipadas em 9 de junho após a vitória esmagadora do RN nas eleições europeias na França, e agora corre o risco de compartilhar o poder com um governo de outra cor política, a menos de um mês dos Jogos Olímpicos de Paris.
O partido de extrema direita defende um programa que busca limitar a imigração, impor “autoridade” nas escolas e reduzir a conta de luz das residências, entre outras medidas.
Os rivais do RN tentaram alertar no último momento sobre o risco de chegada ao poder da extrema direita, que se esforçou na última década para moderar a imagem herdada de seu fundador, Jean-Marie Le Pen, conhecido por seus comentários racistas e antissemitas.


